No início dessa semana, uma notícia bomba anunciou que a Justiça Eleitoral havia condenado o pastor Caio Fábio D’Araújo Filho a quatro anos de prisão por seu envolvimento no chamado “dossiê Cayman”. A sentença foi da juíza de primeira instância Léa Maria Barreiros Duarte, que baseou-se em uma investigação da qual participou também o FBI, a polícia federal norte-americana, conforme declarou noticiário da Folha de São Paulo. O pastor foi considerado responsável por elaborar e divulgar o dossiê, incorrendo em crime de calúnia, agravado por ter envolvido o então presidente Fernando Henrique Cardoso, elaborando documentos contra o PSDB nas eleições de 1998.

Ao tomar conhecimento do desenrolar do caso, Caio Fábio afirmou ter a consciência absolutamente tranquila e negou participação na elaboração e na divulgação do dossiê. Informou também que seu advogado vai recorrer à sentença e que terão outros dois recursos até que chegue ao Supremo Tribunal Federal.

A fim de divulgar sua posição sobre o assunto, o pastor postou um vídeo nessa quarta-feira (30), em que explica o que aconteceu, revela que a sentença não tem nenhum fundamento na realidade do processo. “A começar pelo fato de que esta ação foi movida contra mim em 1998 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Por volta de 2005/2006, ele determinou que o secretário da Presidência da República fosse depor representando-o e me isentou de tudo”, ressalta. Caio Fábio lembra que naquela época foi procurado por pessoas ligadas ao PT, que desejavam reunir informações incriminatórias sobre o PSDB. “Mas eu só pedia que me deixassem em paz”.